sábado, 14 de janeiro de 2012

Estudo revela que há mais planetas que estrelas na Via Láctea

Um grupo de cientistas, que inclui astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO), utilizou a técnica de microlente gravitacional para determinar quão comuns são os planetas na Via Láctea. Após uma busca que durou seis anos e incluiu a observação de milhões de estrelas, a equipe concluiu que os planetas em torno de estrelas são a regra e não a exceção. Os resultados serão publicados na próxima edição da  Nature.








 Cientistas descobriram que há mais planetas do que estrelas na Via Láctea. O grupo, que inclui astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO), utilizou a técnica de microlente gravitacional para determinar quão comuns são os planetas na nossa galáxia. Após uma busca que durou seis anos, a equipe concluiu que os planetas que giram em torno de estrelas (como os da ilustração acima) são regra, e não exceção. Os resultados serão publicados na próxima edição da "Nature"

Durante os últimos 16 anos, os astrônomos detectaram mais de 700 planetas fora do nosso Sistema Solar (exoplanetas). A maioria foi descoberta ou pelo efeito gravitacional exercido sobre suas estrelas hospedeiras ou ao passarem em frente à estrela, fato que leva à redução de brilho desses corpos celestes. Ambas as técnicas funcionam para planetas com grande massa ou que estão perto de suas estrelas, o que pode ter excluído muitos planetas da conta.
Desta vez, a equipe procurou exoplanetas utilizando um método totalmente diferente - as microlentes gravitacionais - que permitem detectar planetas num grande intervalo de massas e também os que se encontram mais afastados das suas estrelas.
Microlentes
As microlentes gravitacionais  são uma ferramenta poderosa, com o potencial de detectar exoplanetas que não poderiam ser descobertos de outro modo. No entanto, é necessário o alinhamento, bastante raro, entre a estrela de fundo e a estrela que atua como lente para que se possa observar o evento. E para descobrir um planeta é preciso, ainda, que sua órbita esteja igualmente alinhada com a das estrelas, o que é ainda mais raro.
Embora encontrar um planeta por meio de microlente esteja longe de ser uma tarefa fácil, nos seis anos de procura, três exoplanetas foram efetivamente detectados nas buscas: uma super-Terra e planetas com massas comparáveis a de Netuno e de Júpiter. Em termos de microlente, ess é um resultado considerado excepcional.
Os astrônomos combinaram seguidamente a informação sobre os três exoplanetas com achados anteriores. A conclusão foi que uma em cada seis estrelas estudadas possui um planeta com massa semelhante à de Júpiter, metade têm planetas com a massa de Netuno e dois terços têm super-Terras.
A combinação desses resultados sugere que o número médio de planetas em torno de uma estrela é maior que um. Ou seja, os planetas são a regra e não a exceção na Via Láctea.
"Anteriormente pensava-se que a Terra seria única na nossa galáxia. Mas aparentemente há bilhões de planetas com massas semelhantes à da Terra que orbitam estrelas da Via Láctea", conclui Daniel Kubas, coautor do artigo científico.



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