domingo, 9 de fevereiro de 2014

IAMSPE: Desabafo de um servidor

Meu nome é Ivan Claudio Guedes e quero manifestar publicamente a minha revolta e indignação com o Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE).

Dia 05/02/2014 estive no hospital com meu pai Vitor Guedes (79 anos) às 8h da manhã para interna-lo, conforme agendamento realizado pelo telefone. Meu pai deveria ser internado nesta data para realizar uma cirurgia pela urologia. Fomos avisados pelo setor de internação que não havia leito disponível no hospital e que era para procurar o médico responsável.

Procuramos o setor de urologia e explicamos a situação. O médico responsável pela urologia se chama Augusto e fui instruído para aguardar. Aguardamos até às 16h, quando foram liberados dois leitos, em seguida internaram duas pessoas que estavam aguardando e não nos disseram nada. Procurei novamente o médico para solicitar uma posição: ou nós aguardávamos ou a cirurgia seria marcada para uma nova data. Fomos orientados a aguardar. As 18h fui até a Gestão de Pacientes explicar a situação e o Sr. Sérgio conseguiu um leito para internar o meu pai. A internação foi realizada às 20h30min. 

Como procedimento preparatório para a cirurgia meu pai deveria ficar em jejum a partir das 22h e deveria estar pronto às 6h.

Dia 06/02/2014 – 6h, meu pai estava pronto. Perguntei sobre a presença do médico para poder conversar sobre o procedimento cirúrgico, mas não o localizei. As 8h troquei de posto com o meu irmão que deveria ficar acompanhando-o. O dia passou, meu pai em jejum e nenhuma informação. As 18h aproximadamente liguei para o setor de urologia que pediu para eu aguardar até as 20h. O horário passou e nada de informações. Meu irmão trocou de posto com o meu sobrinho e este passou a acompanha-lo.

As 22h a dieta do meu pai foi liberada, o soro foi retirado e obviamente meu pai ficou com fome. Meu sobrinho vendo a servente empurrando o carrinho de chá noturno solicitou alguma refeição para o meu pai. A servente disse que não havia refeição destinada para ele e meu sobrinho saiu recolhendo bolachas e chás que sobraram dos outros pacientes.

Dia 07/02/2014 – 9h - Meu irmão e meu sobrinho trocaram de posto novamente. Por volta das 11h meu irmão me telefonou dizendo que haviam liberado o almoço do meu pai. Liguei imediatamente para a urologia e a enfermeira disse que iria entrar em contato com o médico. Não contente com o desencontro de informações, conversei com a Sra. Cida da ouvidoria e expliquei a situação. A mesma solicitou que eu aguardasse e que me retornaria. As 14h tentei entrar em contato, mas o telefone só chamava. As 14h30min liguei para o meu irmão que me disse que meu pai havia tido alta. Não foi realizado nenhum procedimento cirúrgico e será marcada uma nova data, após um novo exame. As 15h19min tentei ligar novamente na ouvidoria, mas só chamava.
Então quer dizer que por dois dias meu pai ficou ocupando um leito a toa? Tomou lugar de outro paciente para nada? Articulamos o acompanhamento do meu pai mudando a nossa rotina de trabalho para absolutamente nada?

Se não havia leito disponível no primeiro dia, porque me ligaram marcando data e horário para internação? Se havia a probabilidade de liberar dois leitos porque convocaram mais de 10 pacientes? A própria atendente do setor de internação me disse que naquela data já havia dispensado mais de 5 pacientes pois não havia vagas (alias ela mesma estava nervosa com a situação).

Porque o Augusto não se prontificou quanto à situação do hospital e dispensou logo de início meu pai e eu, que estávamos aguardando o dia todo no hospital? Porque o Augusto não se manifestou quanto a sua decisão de dar alta ao meu pai? Simplesmente para não ter trabalho ou encheção de saco?
Porque houve a internação, o jejum e não houve a cirurgia? Porque Sr. Augusto não se pronuncia para explicar o que está havendo? 

Muitas vezes ouvi dizer que as prioridades são para os pacientes com risco. Se o hospital está trabalhando neste momento só com prioridades e meu pai não é uma prioridade (porque teoricamente está fora de risco), porque não dispensaram logo de cara meu pai para marcar a cirurgia para um momento oportuno? Porque tanta informação controversa e tanta desordem com a logística de pacientes?

Ivan Claudio Guedes 
Contribuinte do IAMSPE
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