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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

DILMA PROPÔS RETIRAR SOCIOLOGIA E FILOSOFIA DO CURRÍCULO ESCOLAR?

DILMA PROPÔS RETIRAR SOCIOLOGIA E FILOSOFIA DO CURRÍCULO ESCOLAR?

Presidente afirma em entrevista ao Bom Dia Brasil que há muitas disciplinas no Ensino Médio.





A polêmica gerada em torno da declaração da Presidente Dilma sobre a exclusão do currículo escolar das disciplinas de Filosofia e de Sociologia só ajudam ilustrar o quanto capenga está a estrutura escolar brasileira.

É importante lembrar que há pouco tempo houve uma reforma curricular em que as disciplinas de Sociologia e Filosofia foram retiradas do currículo (até 1996 eu tive Filosofia, Sociologia e Psicologia), na época, o presidente era um sociólogo. Costumo dizer que coube a um metalúrgico trazer novamente essas disciplinas ao currículo escolar (sem ofender nenhuma classe trabalhista, inclusive a dos sociólogos).

Dilma Bom Dia Brasil

A defesa de Dilma para o corte de algumas disciplinas justifica-se pela brilhante ideia que surgiu no seio de movimentos (ditos) sociais em defesa de uma suposta educação que julgam que o currículo escolar brasileiro, no ensino médio, possuem muitas disciplinas (tadinho dos alunos que precisam estudar, estão sobrecarregados... sobrecarregados de que se não estudam nada?) São elas: Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Biologia, Física, Química, Educação Física, Arte e Língua Estrangeira (Inglês). Observa-se ainda que no Senado e na Câmara dos Deputados existem diferentes projetos para inclusão de outras disciplinas, tais como: Ciência Política, Direito básico, Trânsito, Economia doméstica, e por ai vai.

Na realidade, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) não define currículos, mas sim conhecimentos básicos que o aluno deve adquirir, que estão expressos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Quanto muito algumas emendas apresentam a obrigatoriedade do ensino da cultura afro-brasileira, música, direitos humanos (sobretudo infantil) e a obrigatoriedade de trabalhar com filmes brasileiros (2 horas por mês, no mínimo).

Minha indagação (e indignação) não recai sobre a quantidade de disciplinas em si, mas na vontade de alguns grupos em discutir o que não precisa ser discutido. Piorar o que já está ruim. Lembrando que até pouco tempo também se ensinava (e naquela época se aprendia) Latim, Italiano, Educação Moral e Cívica, OSPB e por ai vai. Das ilustres disciplinas que já tivemos no currículo, posso citar: Curso Bíblico (1549-1827), Lápis e bordado (1827-1879), Francês (1890-1946), Lavoura e horticultura, marcenaria e economia (para os meninos), costura e economia doméstica (para as meninas) (1879-1890), enfim, como já discuti anteriormente, o currículo é o foco de diversos interesses e conflitos.
Quer comparar o currículo brasileiro com outros exemplos de ponta do PISA?

Dois exemplos: na Finlândia, por exemplo, o Ministério da Educação não fixa os conteúdos, mas sim o mínimo que deve ser aprendido, cabe às escolas e às secretarias regionais definirem o currículo. Já no Japão, se observa para o equivalente Ensino Médio: Língua Japonesa, Estudos Sociais, Matemática, Ciências, Música, Artes, Educação Física e Sanidade, Treinamento Técnico e Economia Doméstica, Língua Estrangeira (Inglês), Educação Moral e Atividades Especiais.

O problema que ninguém quer discutir são as condições de trabalho do professor, sua baixa qualidade na formação inicial e continuada, o péssimo salário, a falta de respeito, a terceirização da educação aos professores (que teimam em chamá-los de educadores), a falta de interesse em estudar (e não saber estudar – uma vez que se estuda para tirar nota, e não para aprender), e por ai vai... Ao pressionarem o governo para nivelar por baixo (pior do que já está) a impressão que dá é a de que, justamente, estão fazendo de propósito para piorar tudo. Imagine como ficaria juntar Geografia, História, Filosofia e Sociologia em uma única matéria? Física, Química e Biologia como uma coisa só? Já não bastam alguns lugares que retiraram História, Geografia e Ciências do currículo nos anos iniciais com o pretexto de que os alunos devem aprender a ler (é claro, para aprender História, Geografia e Ciências não é preciso ler, certo?) e também já querem extirpar o Ensino Médio?

Quanto à entrevista da presidente, ora, assista a entrevista completa e não se prenda a vídeos de 20 segundos que estão rolando pela internet em que foi recortada uma fala fora de contexto com o puro pretexto das eleições. Na realidade ela ainda tentou justificar o pífio rendimento do Brasil pelo IDEB através do currículo. Grande engano da presidente, mas não vou discutir isso aqui (não agora).

O que precisamos discutir são os tópicos levantados acima, e não quantas disciplinas são ensinadas, mas como são ensinadas e, principalmente, como são aprendidas.
São aprendidas?

Tire suas conclusões. Veja a entrevista aqui:

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

REFLEXÕES SOBRE O CURRÍCULO ESCOLAR

REFLEXÕES SOBRE O CURRÍCULO ESCOLAR

O currículo escolar deve ser flexível e atender às necessidades da sociedade. Na prática, muitas vezes é uma reprodução “mais do mesmo”.





Vários professores devem se perguntar: “Qual conhecimento ou saber é considerado importante ou válido ou essencial para merecer ser considerado parte do currículo?”, ou “Por que esses conhecimentos, e não aqueles?”, “Qual é o tipo de ser humano desejável para um determinado tipo de sociedade?”, “Qual é a função da escola, das disciplinas e dos conteúdos para a formação desse cidadão?”.

Currículo

                  Muitas perguntas vêm à tona quando se discute “o currículo”. As definições do que devem conter em um currículo estão expressas em diversos artigos da Lei 9.394/1996. Essa lei já sofreu diversas alterações e muitas propostas andam pelo Congresso propondo emendas.

                Na realidade, o currículo deve oferecer condições básicas para que o aluno entre no sistema escolar e saia conforme as ansiedades e angústias da sociedade. Tais demandas variam de tempos em tempos. Novas necessidades vão surgindo e velhas necessidades vão deixando o espaço escolar.

               O currículo nada mais é do que um caminho que será submetido ao aluno para que o mesmo possa formar-se conforme as expectativas do sistema (espaço-tempo) em que está inserido. Tal concepção vai depender do grupo que se encontra no poder e sua relação com a sociedade. De tempos em tempos tais concepções mudam, como já dito. Hora há necessidade de um currículo tradicional, hora progressista, hora técnico, hora mais humanista e por assim vai. Em cada espaço de discussão sobre o currículo os diferentes segmentos da sociedade “brigam pelo seu espaço”. O choque de interesses sobre as determinações do currículo é um campo de batalha minado e explosivo. Althusser estabelece a conexão entre a ideologia e a educação. O currículo é entendido como um “aparelho de controle do Estado” para que se “formem” de acordo com as instruções de um determinado governo.

           Na estrutura nacional, o Plano Nacional de Educação prevê o estabelecimento de um currículo comum (básico) com conhecimentos mínimos que deveriam ser apreendidos por todos. Tal discussão também é polêmica, ainda mais quando se tem clareza sobre o conteúdo acima exposto. Nesse campo há duas correntes: aquela que prega o currículo mínimo, estabelecendo o que deve ser ensinado em todas as séries da educação básica e; os que acreditam que o currículo deveria ser construído localmente, atendendo às peculiaridades locais. Diante dessa discussão, acresce-se os exames externos (PISA, Prova Brasil e ENEM, por exemplo) que se baseiam em suas diferentes “Matrizes de Referência”.

           Quanto às Matrizes de Referência, essa discussão ganha escopo nos debates sobre o currículo, a partir do momento em que as Matrizes ganham maior conotação e importância sobre a prática pedagógica do que o currículo em si. Ou seja, na prática, trabalha-se em detrimento de atingir tal índice ou indicador, ao invés de se trabalhar para fazer com que o aluno atinja as competências e habilidades, o conjunto de valores e atitudes e as outras indicações que constam nos currículos.

            Sem querer se prolongar. Minha intenção é apenas trazer a discussão sobre esse assunto, e não provar academicamente essa ou aquela teoria, deixo como sugestão três vídeos para análise. O primeiro trata-se do currículo dentro do Projeto Político Pedagógico (algo que também precisa ser muito bem discutido, uma vez que muitos o encaram somente como burocracia), o segundo é um vídeo do programa Extra-Classe, sobre a diversidade e o currículo e, por fim o Programa Nota Dez, do Canal Futura, em episódio sobre a valorização da diversidade étnica e racial na educação infantil.

Como é possível perceber, discutir o currículo vai muito alem de falar das disciplinas e conteúdos, a complexidade dessa discussão precisa ser levada à linha de frente, ou seja, aos professores e estes precisam ser ouvidos pelo poder público.


Vejam os vídeos abaixo:

O projeto político-pedagógico e a gestão democrática - Vasco Moretto




Programa Extra-classe - Currículo e Diversidade





Programa Nota Dez - Diversidade na Educação


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Currículo simplificado

IVAN CLAUDIO GUEDES                          icguedes@ig.com.br

Para acessar currículo completo “lattes”                        http://lattes.cnpq.br/4479180225205272

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL (ultimas 5)

ANO EM EXERCÍCIO
INSTITUIÇÃO
FUNÇÃO
2001...
Secretaria de Estado da Educação.
Professor de educação básica II.
Professor efetivo para o quadro do magistério paulista.
Desde 2012 é vice-diretor na E. E. Bom Pastor II.
2011...
Instituto Quadrix de responsabilidade social
Participação em bancas para elaboração e revisão de questões para concursos.
2013...
Editoras Ática-Scipione
Freelancer para assessoria pedagógica. Revisão de livros didáticos e consultorias em colégios.
2011-2013
Faculdade Método de São Paulo
Docente do curso de Pedagogia –
  • Metodologia do ensino de História e Geografia.
  • Didática.
  • Fundamentos da Educação Básica
  • Filosofia da Educação
2008-2011
Faculdades Integradas Torricelli
Guarulhos-SP

Docente do curso de Pedagogia –
  • Metodologia do Ensino de Geografia.
  • Metodologia da Pesquisa Científica.
  • Didática.
  • Estrutura e Funcionamento da Ed. Básica


FORMAÇÃO ACADÊMICA

ANO  DE FORMAÇÃO
INSTITUIÇÃO
CURSO
CARGA HORÁRIA
2009-2014
Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho UNESP – Rio Claro
Geologia Regional
Doutorado

2009
Universidade Nove de Julho (UNINOVE)
Pedagogia
(Graduação)
3360 h/a
2008
Universidade Guarulhos (UnG)
Geociências.
(Stricto-sensu)

2006
Faculdade Padre João Bagozzi
Gestão Ambiental e habilitação para o ensino superior.
(Lato-sensu)
450 h/a
2004
Universidade Guarulhos (UnG)
Licenciatura plena em Geografia.
2676 h/a




IVAN CLAUDIO GUEDES
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