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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

SOBRE FALTAS E EVASÃO ESCOLAR: A responsabilização da Escola

No mês de Janeiro de 2014 publicamos o artigo “Quem é o maior responsável pela educação do meu filho?” e tal artigo gerou uma discussão que não foi o nosso objetivo. Não tivemos como pretensão discutir os “porquês” dos alunos não frequentarem a escola. Não tivemos como objetivo discutir o sistema escolar e a falta de vontade em estudar. Tivemos, sim, como meta apresentar os aspectos legais sobre a frequência do aluno à escola, e isso foi bem exposto.



            Chegamos à conclusão de que a escola é o grande responsável por acompanhar, orientar e, se necessário, acionar o Conselho Tutelar e/ou o Poder Judiciário para que a criança e o adolescente estejam dentro da escola. A tarefa de acompanhar sistematicamente a presença dos alunos é árdua e trabalhosa. Nas escolas públicas os números de alunos variam de 1.000 a 2.000 alunos. O acompanhamento sistemático é difícil diante das diversas tarefas que os professores, coordenadores, orientadores educacionais e diretores realizam rotineiramente, isso sem contar as tarefas que não estão na rotina administrativa tais como: atendimento inesperado de pais de alunos, brigas entre alunos, materiais que somem, solicitações diversas de outros órgãos, etc. Entretanto é preciso incluir na rotina administrativa o acompanhamento sistemático da frequência escolar, pois ao chegar ao final do ano ou no término do bimestre, o pai ao ser comunicado que seu filho está há algum tempo faltando à escola, tem como primeira reação impulsionar a responsabilidade da comunicação à escola. E não está errado.

            Para uma escola de ensino fundamental II e médio em que os alunos tem cinco ou seis aulas por dia, com cinco ou seis professores diferentes por dia se torna inviável acompanhar diariamente de oito a doze diários, ainda mais com escolas que funcionam com quinze ou vinte salas por período (três períodos por dia).

            Em escolas particulares em que o número de alunos e de salas é menor, e o número de funcionários é maior, torna-se mais fácil fazer este acompanhamento, entretanto é necessário lembrar que a quantidade de ausências é bem menor e, via de regra, conhecem-se os alunos e seus pais pelo nome e sobrenome.

            É fato que o acompanhamento dos pais causa muita diferença na vida do escolar do seu filho. Mesmo na rede pública, o acompanhamento escolar dos pais, avós, tios ou um irmão mais velho traz para o aluno a visão de que ele está sendo acompanhado e cobrado pelas suas tarefas, por isso é importante apresentar e executar alguma estratégia que os tragam para a vida escolar das crianças e adolescentes.

            No caso da escola pública com uma grande quantidade de alunos e de salas é possível realizar tarefas simples, que vai custar algum tempo, mas que vai diminuir muito o problema do excesso de faltas e a evasão escolar (sem a ciência dos pais -, por vezes, é preciso lembrar, que os pais também são coniventes).

            Uma pasta simples, com um quadro dividido em datas, e folhas impressas por semana, é possível marcar a chamada dos alunos e verificar, logo na segunda feira subsequente, quem teve muitas faltas. Orientamos para que os alunos que tiverem 2 faltas na mesma semana, deverão ter seus pais comunicados, mesmo pelo telefone. Ao realizar o telefonema, anote o horário e o nome de com quem conversou. A anotação deverá ir para o prontuário do aluno para que não se perca no meio de “livros de controle”. Se não for possível colocar tais controles nos prontuários da secretaria, a coordenação pode criar sua própria gaveta de prontuários de acompanhamento pedagógico (com as fichas de aproveitamento, faltas, ocorrências escolares, etc.).


Acreditamos que o acompanhamento sistemático possa trazer bons frutos no que diz respeito à falta do aluno. Concomitante a isso é necessário investigar as causas de tal falta de interesse dos alunos e partir para outra frente de batalha, mas isso já é outra conversa.




OMAR DE CAMARGO
Técnico Químico
Professor em Química
decamargo.omar@gmail.com

IVAN CLAUDIO GUEDES
Geógrafo e Pedagogo
Articulista e Palestrante
Especialista em Gestão Ambiental, mestre em Geociências e doutorando em Geologia.
icguedes@ig.com.br

Artigo publicado originalmente em http://www.gazetavaleparaibana.com/075.pdf - p. 9

Para referenciar este artigo:
CAMARGO, O.; GUEDES, I.C. Sobre faltas e evasão escolar: A responsabilização da escola. Gazeta Valeparaibana. Ed. 75. Ano VII. Disponível em , 2014, p. 9.

domingo, 15 de dezembro de 2013

PAPAI NOEL EXISTE?

Já  faz alguns anos (muitos, é bem verdade), que deixamos de acreditar em papai Noel. Mas de qualquer forma, é gostoso relembrar o tempo de criança em que acreditávamos que os presentes eram trazidos pelo bom velhinho num trenó, puxado por renas em quanto a neve caía. Neve caía? Nunca vimos a neve, nem sabemos como ela é, mas em nosso imaginário ele vinha com a neve. E também descia pela chaminé. Que chaminé? O máximo que tínhamos era um fogão e na maioria dos casos à lenha. Fogão à gás era um luxo ainda inacessível. Doce ilusão de criança essa de acreditar em papai Noel.

Com certeza muitos dirão que é apenas um apelo ao consumismo e acreditamos que, de fato, pode até ser isso mesmo. Outros poderão dizer que não devemos iludir as crianças com essas balelas e dizer logo que papai Noel não existe e que isso é que é bom para as crianças, pois não devemos criar ilusões e que as crianças devem desde cedo aprenderem que a via é dura e implacável.

Pois bem, a nossa geração foi criada à sombra dessa ilusão e outras tais como Saci-Pererê, Boitatá e sereias. Imaginávamos os monstros que havia nas profundezas do mar e que outras criaturas poderiam até, imagine só, voar. Tínhamos nossos heróis, Capitão Marvel, Capitão Sete e Super Homem. Os brasileiríssimos Vigilante Rodoviário e seu cão Lobo e o Falcão Negro, ambos exibido numa televisão em branco e preto sem o glamour de hoje em dia das televisões em 3D. Não havia vídeo games, jogávamos taco, bola, bolinha de gude, de pega-pega, cabra-cega e outras tantas brincadeiras.

Foi um tempo onde os pais eram a figura máxima de responsabilidade, nossos primeiros educadores. Íamos à igreja, rezávamos e em nossas orações pedíamos para sermos bons e que Deus ajudasse nossos pais para que eles pudessem nos encaminhar para um bom caminho. Desta maneira, se fôssemos bonzinhos, no final do ano papai Noel nos traria um presentinho. Não era uma vida fácil, tudo era conseguido com muito esforço e desta forma o presentinho representava o prêmio pelo objetivo atingido.

Numa comparação, ainda que superficial, com os dias de hoje percebemos que muita coisa mudou. Podemos arriscar que tudo mudou. Os pais não são mais o exemplo dos filhos, pois foram substituídos pelos programas de televisão (colorida e em 3D), pelas notícias de que quem rouba dificilmente vai preso, mas ninguém diz que não vai preso aquele que é poderoso (normalmente os políticos e menores de idade). Em outros casos os filhos são arrendados para o Estado que por sua natureza corrupta os coopta na esperança de se manterem no poder indefinidamente. Os pais não são mais os primeiros educadores e com a ajuda do Estado essa responsabilidade torna-se, sob a égide legal, função da escola.

A impressão que nos dá é que as crianças não oram mais para serem boazinhas, mas para conseguirem ganhar muito dinheiro e não importa de que maneira isso irá acontecer. Não existe mais a ilusão de que ser bonzinho, ao final do ano, resultará em ganhar um presentinho. Hoje se ganha presentes a qualquer hora do dia. Não se premia por ter sido bom ou tirado uma boa nota na escola. Hoje, as crianças, em seus jogos violentos, matam e quanto mais sangue espirrar mais eles vibram. Não brincam na rua, pois podem ser atropelados ou sequestrados. Não existe mais a figura do professor como aquele poderia nos enviar a um caminho, através do conhecimento, melhor. As crianças de hoje parecem não ter ilusão. Não acreditam mais em Saci-Pererê e em outras lendas.

A violência cantada em verso e prosa pelas mídias se encarregou de destruir a inocência. Pais apressados se esquecem do filho dentro dos carros, nas creches, nas escolas e nas suas vidas. Esquecem que são pais, esquecem que deveriam dar o exemplo, o bom exemplo. Mandam suas crianças à igreja para rezarem ao Todo Poderoso que cuide delas e com isso esperam amenizar a culpa em seus corações. Enviam suas crianças à escola na esperança de que os professores se sensibilizem com os infortúnios deles e eduquem essas crianças, pois estão apressados e preocupados demais para caminhar junto com os filhos.

Essas crianças são frutos de uma sociedade canibalizada (em algumas canabislizada) onde a preocupação consigo transcende à preocupação com o outro. É indiscutível a onda crescente de violência dentro e fora das escolas. Acreditamos que a violência é consequência do estado das coisas atualmente, parece-nos que a substituição das palavras pela violência é uma consoante nos dias atuais e o ambiente escolar acaba sendo vítima disto.

O quadradinho de oito, funks desprovidos de qualquer sentido moral ou ético, músicas com letras com duplo sentido, novelas e programas ao vivo em que a promiscuidade é levada aos extremos e sendo considerada com nota relevante para se atingir o sucesso estão a anos-luz daquilo que considerávamos, enquanto crianças, vergonhoso. Mais triste e complicado é ver que os pais dessas crianças também se comprazem neste caminho e considerando como justo deixam que elas se iniciem por esse caminho. Pois bem, essas crianças irão ou vão à escola, trazem consigo um cabedal de conhecimentos desprovido de valores morais. Nota-se pelo linguajar, no uso de palavras de baixo calão no cotidiano e não raras vezes com os professores.

Professores, que muitas vezes advêm dessa massa, não se importam com isso e às vezes, até incentivam. Puritanismo de nossa parte? Talvez, visto que não trabalhamos nossas mentes às portas fechadas. Sempre deixamos a porta mental entreaberta, para que não sejamos surpreendidos com qualquer coisa que possa aparecer. Moralismo? Talvez, novamente pelo mesmo motivo anterior. Saudosistas? Sim, com certeza. Saudades de um tempo em que a criança era criança de verdade, que descobria as coisas do mundo aos poucos e não nas avalanches da Internet onde tudo existe e tudo é possível. Saudades dos avós, dos pais sempre educadores preocupados em nos dar a noção exata do nosso comportamento e que nunca relegaram a quem quer que seja a tarefa de educar-nos. Saudades de acreditar ainda em papai Noel, Saci-Pererê, bicho-papão, fadas e em tantas outras coisas que aos poucos descobríamos que eram somente para nos afastar do mal. Quando descobríamos isso já tínhamos idade suficiente para decidir qual caminho andar.

Hoje em dia exigem que as crianças decidam por elas mesmas qual caminho andar e sem preparação escolhem, sem saber, o caminho mais fácil, pois sabemos que o caminho mais fácil é aquele que seduz, mas elas não o sabem.

Crianças e jovens indisciplinados povoam as escolas por não terem noções simples e básicas de comportamento, mas entendem tudo sobre informática, facebook e outros. Talvez devêssemos mudar a filiação deles no registro escolar para filho da contemporaneidade. Essas crianças e jovens com certeza não mais acreditam em qualquer lenda ou conto de fadas, mas acreditam no poder de fogo de uma arma e até mesmo de seus próprios punhos na resolução de seus problemas sem atinar que apenas estão aumentando os seus problemas.

Não podemos modificar o que já está feito, mas podemos começar um novo começo. Quem sabe ensinar sobre o papai Noel e seu significado e todas as demais lendas e fábulas.

Enquanto isso não acontece, por via das dúvidas, vamos colocar nossa meia na janela para que o papai Noel coloque um presentinho neste final de ano.

Omar de Camargo
Técnico Químico
Professor em Química.

Ivan Claudio Guedes
Geógrafo e Pedagogo.
Articulista e Palestrante.
Especialista em Gestão Ambiental. Mestre em Geociências e doutorando em Geologia.

Para referenciar este artigo:

CAMARGO, O.; GUEDES, I.C. Papai Noel Existe? Gazeta Valeparaibana. Ed. 73. Ano VII. Disponível em: <http://www.gazetavaleparaibana.com/073.pdf>, 2013, p. 9. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

SÍNDROME DA AMNÉSIA PEDAGÓGICA

SÍNDROME DA AMNÉSIA PEDAGÓGICA


Você já reparou quantas visões diferentes há sobre uma mesma escola? Já parou para analisar a opinião dos seus colegas sobre seu próprio trabalho? Já trocou ideias com outros trabalhadores da educação para ver quantas opiniões diversas há sobre o trabalho docente? Há algum tempo temos percebido as diferentes visões que pairam sobre o sistema educacional. Para didatizar vamos englobar os grupos, mesmo sabendo que não é correto fazê-lo, pois sempre há uma exceção à regra.

Síndrome da amnesia pedagógica


O primeiro grupo é dos professores. Esse grupo constitui o corpo docente, professores egressos das faculdades e universidades e que tomaram nota de uma vasta literatura tanto na sua área de formação específica (no caso dos professores especialistas) quanto pedagógica (no caso dos pedagogos). Passaram de 3 a 4 anos lendo e relendo teorias e conceitos. Fizeram planos de aula, técnicas de ensino e estudo de metodologias, mas ao chegar à escola fizeram uso do livro didático e do currículo escolar tal qual uma bíblia ou uma camisa de força. Limitaram-se a entrar em sala de aula, passar o texto na lousa (ainda que os alunos tenham livros) e mandar os alunos responderem questões. Em seguida, aplicam a prova (quando o fazem) e partem para o capítulo seguinte. Seu posicionamento com a direção é sempre crítico. Acham defeito em tudo: classificam a gestão escolar como incompetente, omissa, preguiçosa e enrolona, cumpridora cega de ordens do governo e por aí vai.

O segundo grupo é da gestão escolar. Esta dividida entre vice-direção e direção, coordenação pedagógica e supervisão escolar (englobando aqui todo o núcleo da diretoria de ensino, secretaria de ensino ou delegacias de ensino – dependendo da região). Este grupo tem a incumbência de organizar e administrar a escola, desde o projeto pedagógico, as finanças, prestação de contas, logística, fluxo de alunos e execução do projeto pedagógico. De formação igual ao do professor em sala de aula esses profissionais tendem a classificar o professor como enrrolão, preguiçoso, sem liderança, incompetente na sua função, sem postura e por aí vão os adjetivos negativos. Obviamente que a percepção daqueles que estão nas secretarias de ensino (ou diretorias regionais de ensino) é semelhante àqueles que estão na direção da escola e/ou na coordenação pedagógica, e o sentimento destes em relação àqueles também é mútuo.

Mas enfim, o que acontece para que exista esse jogo de empurra-empurra? Essa terceirização da responsabilidade do trabalho? Para melhor analisar este momento vamos lançar uso de um novo conceito que denominamos como a “Síndrome da Amnésia Pedagógica” (SAP). Esse conceito, até então desconhecido expressa o esquecimento de uma função, fazendo o profissional rapidamente cair no trabalho via senso comum, projetando nos outros os problemas causados pela sua função. Não obstante, esse ainda passa a trabalhar como um mero reprodutor do sistema cumprindo “sua função”.

No caso dos professores, esses se limitam a transcrever aquilo que os manuais indicam. Esquecem-se das metodologias, não conhecem (ou esqueceram) as tendências pedagógicas, os estudos filosóficos, sociológicos e psicológicos sobre a educação e/ou a História da educação.

No caso do segundo grupo, seu trabalho limita-se a tocar papel, preencher relatórios, responder estatísticas, gerar papel e papel, bater carimbos e fazer assinaturas em mais papeis.

Ao que tudo indica, quando o sujeito troca de função, tem-se a impressão de que este troca “de caverna” (fazendo alusão ao mito da caverna de Platão). Em pouco tempo de trabalho na nova função ele esquece o que aprendeu (ou deveria ter aprendido) na faculdade e limita-se ao descrito acima (reproduzir “o sistema”) e criticar os outros. Já o caso do segundo grupo é mais sério, pois os mesmos passaram por um bom tempo pela experiência da sala de aula e ao sair dela são acometidos da SAP onde passam a enxergar tudo com bons olhos e terceirizar o problema da educação, principalmente, aos professores.

Queremos chamar a atenção dos leitores para esse fato, que é de certa forma corriqueiro no meio escolar. Demos o nome de SAP ao esquecimento, momentâneo ou não, daquilo que já se fez ou professou em sala de aula quando da ida para uma função na gestão escolar, ou da volta à sala de aula. É interessante, pois o profissional nessa situação não percebe-se dessa forma e, com certeza, nos diria que estamos “viajando na maionese”. O curioso dessa situação é que todos independentes da função que exerçam na escola, deveriam remar para um mesmo sentido, de maneira que o resultado fosse aparente. O que vemos na realidade é que são diversos remadores, mas que o barco fica virando em volta, pois uns remam num sentido e outros noutro sentido. Isto porque, no nosso modo de ver, todos estão imersos no que chamamos de senso comum, sem a coragem de realizar algo novo, diferente. E qual é o senso comum nesse caso? É que a culpa sempre é dos outros e não nossa. É a terceirização da responsabilidade. Não podemos e, principalmente, não devemos esquecer que toda moeda tem dois lados e não são iguais. Se conseguirmos transcender nossos problemas pessoais e nos percebermos como um grupo, cujo interesse é a qualidade do ensino, evidentemente o barco irá andar num sentido apenas. Rumo ao sucesso.

É importante dizer que o jogo de empurra-empurra não vai levar ninguém a lugar algum, e que, se realmente quiser uma educação de qualidade o professor (independentemente da função que ocupa) deverá continuar estudando. Precisará sair do senso comum, da sua zona de conforto, mas se mesmo assim a SAP não for curada, recomendaremos sair da profissão e deixar para realmente quem está trabalhando com seriedade.

Ivan Claudio Guedes
Geógrafo e Pedagogo. Especialista em Gestão Ambiental, Mestre em Geociências e doutorando em Geologia.
Articulista e palestrante.
icguedes@ig.com.br

Omar de Camargo
Técnico Químico
Professor em Química.
Pós-Graduado em Química.

decamargo.omar@gmail.com

Para referenciar este artigo:

GUEDES, I. C.; CAMARGO, O. Síndrome da Amnésia Pedagógica. Gazeta Valeparaibana. Ed. 69. Ano IV. Disponível em: http://www.gazetavaleparaibana.com/069.pdf Ago, 2013, p.09.   

domingo, 1 de maio de 2011

E AGORA JOSÉ 01 de Maio de 2011

Ola gente!
Essa semana não tivemos entrevistas, mas o Omar e eu falamos sobre diversos assuntos que ocorreram durante a semana.
Começamos (7768 ouvintes) falando sobre a notícia que mais me chocou durante a semana (não. Não estou falando do casamento do Will, isso não mudou nada na minha vida). SUPERMAN NÃO É MAIS AMERICANO. Sim, queridos leitores, SUPERMAN desistiu de ser estadunidense, pois não agüenta mais carregar aquela bandeira cheia de sangue e injustiça (análise minha).

Em seguida discutimos a falta de espiritualidade na nossa sociedade (8771 ouvintes). Abaixo reproduzo o texto lido pelo Omar.

SERÁ QUE DEUS É CULPADO?
Finalmente a verdade é dita na TV Americana.
A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela:

'Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro?'
Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia:

'Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós.
Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas.

Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou.
Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?'
À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc...

Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O'hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião.

Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas...
A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém.

Logo depois o Dr.. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto estima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos:

'Um perito nesse assunto deve saber o que está falando'.
E então concordamos com ele.

Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal.
Então foi decidido que nenhum professor poderia disciplinar os alunos...(há diferença entre disciplinar e tocar).

Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem.
E nós aceitamos sem ao menos questionar.

Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas, quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade.
E nós dissemos: 'Está bem!'

Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino.

E nós dissemos:

'Está bem, isto é democracia, e eles tem o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso'.


Depois uma outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de Crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet.
Agora nós estamos nos perguntando porque nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir o bem e o mal, o certo e o errado;
porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios...

Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender:
nós colhemos só aquilo que semeamos!!!

Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus:
'Senhor, porque não salvaste aquela criança na escola?'
A resposta dele:
'Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!!!'
É triste como as pessoas simplesmente culpam a Deus e não entendem porque o mundo está indo a passos largos para o inferno.
É triste como cremos em tudo que os Jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia, ou do que a sua religião, que você diz que segue ensina.

É triste como alguém diz:
'Eu creio em Deus'.
Mas ainda assim segue a satanás, que, por sinal,também ''Crê'' em Deus.
É engraçado como somos rápidos para julgar mas não queremos ser julgados!

Como podemos enviar centenas de piadas pelo e-mail, e elas se espalham como fogo, mas, quando tentamos enviar algum e-mail falando de Deus, as pessoas têm medo de compartilhar e reenviá-los a outros!

É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na internet, mas uma discussão pública a respeito de Deus é suprimida rapidamente na escola e no trabalho.

Você mesmo pode não querer reenviar esta mensagem a muitos de sua lista de endereços porque você não tem certeza a respeito de como a receberão, ou do que pensarão a seu respeito, por lhes ter enviado.

Não é verdade?
Gozado que nós nos preocupamos mais com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito do que com o que Deus pensa...

'Garanto que Ele que enxerga tudo em nosso coração está torcendo para que você, no seu livre arbítrio, envie estas palavras a outras pessoas'.

Em seguida (já com 8778 ouvintes), falamos sobre a Sra. Deborah Guerner. Aquela do mensalão do DEM que fez curso de teatro para enganar os juízes. E não é que ela conseguiu... sem mais comentários.. já falei bastante no programa. Segue os links para as reportagens.

Promotora suspeita de envolvimento no mensalão do DEM fez 'aula' para fingir loucura


STJ solta promotora acusada de forjar laudos de insanidade mental

Agora com 8791 ouvintes discutimos o crescimento do Brasil, a urbanização e a educação. 

Crescimento desacelera, e urbanização é recorde 


Por fim, falamos do SALÃO DO LIVRO DE GUARULHOS. Estive la hoje. Está muito bom. Recomendo a todos.

É isso. A sim! Estava esquecendo. Agora temos nosso espaço no http://www.myspace.com/eagorajose e  estaremos postando lá os programas gravados.

Um forte abraço e até semana que vem!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

ENTREVISTA COM GRUPO VOCAL VINHA DE LUZ

Olá.
Recebemos no dia 24/04/2011 Eduardo e Delci do Grupo Vocal Vinha de Luz.
Foi um bate papo legal e descontraído. Conversamos sobre espiritualidade e espiritualismo.
Por vezes tivemos momentos calorosos. Alguns ouvintes se manifestaram contra e a favor do que conversávamos.
Esta semana iniciamos a transmissão com 7670 ouvintes. Antes das 19h estávamos com 7745 ouvintes. Chegamos ao pico e encerramos com 7787 pessoas conectadas ao programa.

Realmente foi uma experiência muito bacana. Só temos a agradecer a participação e a interação com os colegas.

O GRUPO VOCAL VINHA DE LUZ tem o contato através do blog http://grupovocalvinhadeluz.blogspot.com/

Um forte abraço
Ivan e Omar

E AGORA JOSÉ.







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