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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Competências e habilidades na educação segundo Perrenoud

O conceito de competências e habilidades (conforme Perrenoud) muitas vezes é mal compreendido principalmente pelos professores das matérias específicas que não possuem formação em Pedagogia.
Neste vídeo, a partir de uma conversa simples e descontraída, explicamos esses conceitos e apresentamos alguns exemplos.
Ideal para quem vai prestar algum tipo de concurso público para professor, ou para que está estudando Perrenoud e o ensino por meio de competências.



terça-feira, 24 de março de 2015

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

LUCKESI, HOFFMANN E OUTROS ESPECIALISTAS DISCUTEM SOBRE O TEMA

Avaliação da aprendizagem

As discussões que envolvem a avaliação da aprendizagem são polêmicas e muitas vezes geram uma certa contradição entre teoria e prática. Nessa curta postagem pretendo trazer algumas considerações e indicar alguns vídeos para melhorar a nossa concepção sobre o tema.






Recentemente publicamos o artigo "Vai Cair na Prova"? em que discutimos a função da aula e da avaliação sobre a aprendizagem. Recomendo essa leitura, clique aqui para ler mais sobre o assunto.

É importante frisar que a avaliação, dentro de uma concepção de escola progressista, de uma escola que trabalha para a apreensão de competências e habilidades, tem como principal objetivo diagnosticar periodicamente a aprendizagem dos nossos alunos. Avaliar para quantificar, classificar e atribuir uma nota já não faz sentido (ainda que na prática, é o que ocorre).
A concepção de avaliação para um professor, está estritamente ligado à sua concepção de educação e de escola. Se um professor acredita que a função da escola é a de fazer o aluno memorizar a maior quantidade possível de informações e dados, a avaliação terá somente este fim. Mas, se o professor acredita que a escola deve contribuir com o desenvolvimento de habilidades, a avaliação tenderá a seguir este caminho.

Sem querer me alongar, vou sugerir três vídeos para contribuir com a nossa formação continuada: 

O primeiro vídeo é uma entrevista com a Profa. Jussara Hoffann, em que se discute sobre as concepções de avaliação no século XXI. Neste vídeo, a professora traz a reflexão de que foi a partir da massificação do ensino, que a avaliação passou a ser um ato burocrático (tal qual eu escrevi acima).
Neste vídeo ainda será discutido sobre a crescente preocupação com os índices de aproveitamento dos alunos (algo que, no limite, pode se tornar uma tremenda paranoia pedagógica).







O segundo vídeo, protagonizado por Cipriano Carlos Luckesi, também se afirma que na história da educação a avaliação teve como objetivo a seletividade, verificar se aprendeu (memorizou) ou não. 
Luckesi afirma que a função da avaliação é a de garantir o sucesso - dos alunos - dos professores - em todas as áreas do conhecimento.

Um fato muito importante que devo chamar a atenção neste vídeo é o de que a "avaliação por si só, não resolve nada, quem resolve é a gestão. A avaliação é um instrumento para produzir um indicativo". Pois bem, fica a pergunta: Qual é a gestão pedagógica que realmente utiliza a avaliação enquanto um indicativo de processo de aprendizagem? Creio que essa discussão ainda é muito tênue nas escolas. 

Entendo que a avaliação, enquanto um instrumento de gestão pedagógica pode (e deve) oferecer o diagnóstico sobre a aprendizagem, mapeando as principais dificuldades dos alunos para que o professor tenha maior clareza do que ele deve (ou não) centrar maior foco em suas aulas.




Por fim, o terceiro vídeo discute as diferenças entre avaliação somativa e formativa.
Neste vídeo, chamo a atenção para alguns pontos:
1. Nenhum país resolve seus problemas de educação sem resolver os problemas da avaliação.
2. A avaliação, de acordo com a LDB 9.394/1996 deve ser contínua e cumulativa, ou seja, os aspectos qualitativos deve prevalecer sobre os quantitativos.
3. A avaliação formativa deve estar estritamente ligada ao plano de trabalho do professor e ao desenvolvimento das habilidades requeridas nos diferentes segmentos de ensino (aqui podemos tratar, inclusive, da apreensão dos conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais).
4. As avaliações externas podem oferecer boas oportunidades de sondagens aos professores, uma vez que são realizadas de acordo com a Teoria de Resposta ao Item, ou seja, são estritamente verificadoras das aprendizagens das habilidades.




Espero que este texto e os vídeos acima lhes tragam boas reflexões e discussões.
Deixem seus comentários abaixo.
Até a próxima!

Prof. Ivan Claudio Guedes.

terça-feira, 8 de julho de 2014

O DIA EM QUE A TERRA QUASE PAROU - SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES

Atividades com turmas de 6º ano.


ROTEIRO PARA O DOCUMENTÁRIO
“O DIA EM QUE A TERRA QUASE PAROU”
The Day The Earth Nearly Died
Estados Unidos, 0:46’41’’ BBC, Discovery Channel
Diretor: John Lynch

Em primeiro lugar, é altamente recomendável que os alunos assistam o vídeo sem qualquer interrupção. Após o vídeo, o professor pode conversar um pouco procurando extrair dos alunos o que foi observado. Após essa reflexão, o professor ainda com o uso do vídeo, apresenta as seguintes atividades:

“O nosso mundo é repleto de vida. Para onde quer que se olhe há uma criatura viva... Agora, imagine que 95% de tudo isso teria morrido de uma só vez! Isso não é fantasia... Aconteceu há 250 Milhões de anos. Foi o dia em que a terra quase parou”.
Vamos assistir um excelente documentário que vai nos mostrar diversas pistas para acharmos o assassino que quase colocou fim em toda vida terrestre. Preste muita atenção para que possamos juntos descobrir quem foi o culpado!

            Ao iniciar o filme, procure prestar atenção em todas as paisagens apresentadas. Olhe os detalhes, tente ver as diferenças que existem entre as diversas rochas que serão apresentadas. Também preste muita atenção nos lugares que serão mostrados.

0:01’12’’ – Preste muita atenção nesta paisagem inicial. Descreva-a (Descrever a paisagem aguça a percepção sobre os objetos representados e auxilia na alfabetização, caso esteja trabalhando com alunos menores)
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0:02’10 – Ao explicar a paisagem africana durante o período Permiano (Era Paleozóica) o Prof. Michael Benton explica que os rios eram sinuosos. Faça abaixo o desenho de um rio com essa característica. Para comparar, faça também um rio retilíneo e um entrelaçado (anastamosado). (Neste caso o aluno poderá compreender diferentes tipos de drenagens e até poderá comparar com os rios que estão em sua região. A propósito, fica a pergunta: Porque geralmente nos grandes centros urbanos os rios são praticamente retilíneos? cabe uma pesquisa sobre o assunto? o rio Tietê em São Paulo sempre teve esse aspecto retilíneo ou seu curso foi mudado pela ação humana? - fica a dica para discutir em sala).









0:09’00’’ – Ouça novamente este trecho. Este princípio da separação da Crosta é o mesmo princípio que podemos utilizar para explicar a separação entre o Brasil e a África. Faça um desenho que o representa.  (A partir do desenho proposto, o aluno terá a clara percepção da junção dos continentes).












ATENÇÃO!
0:18’00’’ – A paisagem neste momento mostra pacotes de sedimentos. Cada pacote de sedimentos possui características granulométricas, de cor e textura que nos permite analisar o que estava acontecendo durante a sua deposição. Por exemplo: podemos dizer se o ambiente era quente ou frio, úmido ou seco. (Você também poderá comparar com o exemplo que existe no parque dos Varvitos, na cidade de Itú-SP. Você poderá explorar esse assunto mostrando alguns eventos geológicos ocorridos no Brasil).

0:18’13’’ – Observe que cada pacote de sedimentos possui características distintas. De 23.000 em 23.000 anos a textura e a cor dos pacotes mudam. Durante a extinção do Permiano o pacote é menor. O que dá para perceber que seu período para depositar foi rápido!

0:24’53’’ – Observe que as camadas de rochas são formadas por areia e seixos. Cada pacote de sedimento apresentam os mesmos ambientes de deposição? Como seria o ambiente em cada momento da deposição? Faça um desenho que reproduza esta paisagem.









0:34’40’’ – Atenção! Anote as três fazes da extinção apresentadas pelo Prof. Paul Wignall. (Hora de retomar conceitos).

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3_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

0:42’40’’ – Agora você pode fazer uma produção textual resumindo o fechamento dos acontecimentos que resultarão na extinção deste período e que trará o fim da Era Paleozoica. (Deixar o aluno escrever livremente ajuda compreender um fato e auxilia na competência escritora).
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 Questões:

1) Você concorda com o título deste vídeo? Justifique: (Pode ser que o aluno concorde ou discorde. O importante aqui é deixar ele expressar os seus argumentos).
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2) Qual a importância das rochas para o estudo da história da Terra? Você conhece outros tipos de rochas? (A retomada da discussão sobre o parque dos Varvitos pode ser melhor explorada neste ponto).
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3) O que foi o “Ano sem inverno” ocorrido entre 1783/1784 no hemisfério norte? O que ele provocou? (Além de fazer o aluno retomar o vídeo, ele também poderá fazer uma breve pesquisa na internet).
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4) Porque é perigoso o aumento de 5°C na temperatura da Terra? (Além de fazer o aluno retomar o vídeo, ele também poderá fazer uma breve pesquisa na internet).
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5) Você concorda com a afirmação de que “Só o homem provoca alterações na Terra”? Justifique. (Pode ser que o aluno concorde ou discorde. O importante aqui é deixar ele expressar os seus argumentos. Alem do conhecimento geológico adquirido, o aluno poderá desenvolver uma consciência ambiental, juntando o que a natureza faz e o que o homem faz na natureza. Neste caso, o aluno vai expor o chamado conteúdo atitudinal).
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Seria muito importante que você, professor, deixasse seus comentários abaixo. Espero que essa sequência de atividades tenha sido útil.

Para saber mais sobre sequências didáticas e conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, clique aqui.

Conheça outras propostas de atividades e sequências didáticas, clicando aqui.



Plano de aula de Geografia e Ciências sobre O... por ivanclaudioguedes

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Mundo ao contrário HETEROFOBIA

Mundo ao contrário HETEROFOBIA

Ponha-se no lugar do outro e aprenda a conviver em sociedade!



O curta “Heterofobia: o mundo ao contrário”, traz uma grande oportunidade de refletir sobre a diversidade social. O mundo intolerante e preconceituoso é construído sobre a perspectiva inversa. E se o dito “normal” fosse ser gay?

Trazer essa discussão para a sala de aula nada mais é do que contextualizar um problema cotidiano. Quantos dos nossos alunos não passam por essa situação?
Optei por apresentar uma sequência didática sobre a intolerância, mas é possível construir outras sequências a partir de diversos outros pontos que podem ser explorados no vídeo.
Podem colocar as críticas e as sugestões abaixo.
Um forte abraço,
Ivan




Sequência didática
Tempo de aula previsto: 5 aulas de 50 minutos

Conteúdos conceituais:
Homossexualidade – Heterossexualidade – identidade de gênero – Família –Bullyng –

Conteúdos procedimentais:
Ler diferentes textos – leitura de imagem e vídeo – pesquisar em diferentes fontes – selecionar informações – comparar pontos de vista.

Conteúdos atitudinais:
Respeito às diferenças – expor sua opinião diante dos colegas – compartilhar histórias e experiências - saber se colocar no lugar do outro.

Obs. Para saber mais sobre a diferença entre os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, clique aqui.

Metodologia:
1. Apresente dois textos que tragam visões diferentes sobre a sexualidade. Procure um texto que apoia a união homoafetiva e um que seja contra. Faça a leitura em sala de aula e promova um debate sobre o tema. Solicite aos alunos que pesquisem em diferentes fontes (jornais, revistas e sites) sobre argumentos contra e a favor do tema.

2. Separe a sala em dois grandes grupos: um deles apresentará argumentos a favor e o outro contra, os grupos utilizarão como base teórica as pesquisas. Após a discussão em grupos (15-20 minutos), faça os apontamentos na lousa comparando os argumentos. Solicite sempre a opinião dos alunos. Em hipótese alguma recrimine a opinião do seu aluno, independentemente do que ele disser, ponha na lousa. Terminado o quadro, trave outro diálogo sobre o tema. Dessa vez, solicite aos alunos um pequeno texto em grupos sobre a opinião deles.

3. Apresente o vídeo HETEROFOFIA.
Após o vídeo estabeleça outro debate, dessa vez procure fazer a relação entre o quadro construído, os textos produzidos o que foi assistido no vídeo.

4. Faça uma discussão geral sobre a intolerância trazendo uma reflexão sobre diferentes pontos de vista sobre suas crenças e opções sexuais. É importante deixar claro que a tolerância parte do princípio de respeitar o que é diferente às suas crenças.

5. Solicite uma nova produção textual com a opinião do aluno sobre tudo o que foi discutido.

Materiais:
2 textos contraditórios para iniciar o debate – giz e lousa – aparelho de vídeo.

Avaliação:
1 – pesquisa referente à primeira aula.
2 – texto em grupo.
3 – produção textual individual.

4 – Um painel também pode ser confeccionado com um mapa de conceitos do processo percorrido e os resultados obtidos.

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